Não é 'é que eu falo assim': é manipulação; é assim que se põe um freio na comunicação passivo-agressiva com uma única frase
Publicado em 2 de abril de 2026 às 08:31
Jogar aberto com uma conversa sincera é a melhor forma de você resolver problemas. Isso vale tanto para um relacionamento amoroso, como em qualquer outra situação.
Não é 'é que eu falo assim': é manipulação; é assim que se põe um freio na comunicação passivo-agressiva com uma única frase; foto para ilustrar a matéria com Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício) em ‘Avenida Brasil’ Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício) em ‘Avenida Brasil’ tinham uma relação marcada por um relacionamento passivo-agressivo Como identificar o comportamento passivo-agressivo? Dê espaço para o outro se abrir, tentando resolver da melhor maneira possível Raiva, tristeza ou irritação são sentimentos que o outro pode estar tentando esconder e você não se dá conta Como interromper o comportamento passivo-agressivo? Deve-se falar rápido, ser direto, e perguntar francamente o que aconteceu
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Tanto nos relacionamentos da vida real, como naqueles retratados pela teledramaturgia, existem indivíduos com diversos comportamentos e formas de comunicação distintas.

Dentre elas, é possível destacar os estilos passivo, agressivo, passivo-agressivo e assertivo, como salientou a psicóloga Mamen Jiménez.

Em um cenário ideal, todos os seres humanos deveriam ser capazes de se comunicar assertivamente em todos os âmbitos da vida, porém isso nem sempre acontece. 

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Lembra do relacionamento cheio de interesses entre Maria de Fátima (Bela Campos) e César (Cauã Reymond) em “Vale Tudo”? 

Outro exemplo recorrente diz respeito à relação movida por tensões, traições e ironias, que existia entre Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício), em “Avenida Brasil”. 

Dessa forma, compreendemos que um dos estilos mais complicados é o passivo-agressivo. Se o casal insistir, pode até levar o relacionamento às ruínas.

Como identificar o comportamento passivo-agressivo?

Geralmente, esse tipo de atitude passivo-agressiva refere-se a “um padrão de expressar sentimentos negativos indiretamente, em vez de abordá-los abertamente. Existe uma desconexão entre o que a pessoa mostra, e aquilo que ela faz”, ressaltou a Clínica Mayo.

Se você olhar em volta, na sua casa, ou nos relacionamentos dos seus amigos, quando alguém pergunta: “O que houve?”, e o outro logo responde “Nada”, ainda irritado, as coisas não parecem bacanas. Sentimentos de raiva ou irritação permeiam a situação, mas a pessoa não quer deixar claro.

Paralelamente, vale ressaltar que esse jeito de se comunicar é considerado uma forma de manipulação. Além disso, ela é capaz de causar constrangimentos, desconfortos, e até mesmo ressentimentos no outro. Isso pode até ser mais frequente em indivíduos que têm dificuldades em lidar com as emoções, segundo o especialista John Bowe.

Como interromper o comportamento passivo-agressivo com apenas uma frase?

Conforme explicou à CNBC, Bowe descobriu em seus estudos que pessoas com alta inteligência emocional, acabam lidando melhor com esse tipo de comportamento: elas usam apenas uma frase simples e muito certeira.

Para tentar resolver o caos, você deve agir justamente de uma forma contrária ao que percebe do indivíduo passivo-agressivo. Fale rápido e seja direto, sem ficar na defensiva. O ideal é encontrar um espaço privado para bater um papo. 

Como interromper o comportamento passivo-agressivo? Seja honesto com o outro, não fique na defensiva e pergunte o que realmente está acontecendo © Unsplash

Além disso, observar a linguagem corporal é bem importante, pois queremos passar a imagem de que realmente nos importamos com o outro. Sendo assim, se parecermos irritados ou aborrecidos, vamos justamente transmitir o oposto.

'Você pode me dizer o que está te incomodando?': saiba como reagir

O questionamento é tão importante como ouvir atentamente a resposta. Se quem foi interrogado estiver à vontade, vai contar a verdade e ter uma conversa franca. E, claro, se tivermos feito alguma coisa que chateou o outro, ainda que sem intenção, devemos nos desculpar.

Para o expert John, o pedido de desculpas verdadeiro não possui justificativas: “Deve se concentrar naquilo que fez de errado e nada mais”, contou. Logo, o seu ouvinte precisa sentir que foi compreendido, e não o contrário. 

Neste caso, desejamos apenas ser sinceros e deixar um ambiente seguro e saudável para que o diálogo verídico ocorra. Além disso, precisa entender que dar espaço ao outro é fundamental:

“Se você não quiser falar disso agora, podemos continuar a conversa depois, e aí poderá me falar o que está acontecendo e como resolver”, sugeriu o especialista.

Conselho: escolha um lugar mais reservado para conversar com a pessoa; além disso, se você é aquele que tem um comportamento passivo-agressivo, vale se permitir ser ajudado. © Unsplash

E, para finalizar, aqui vai um conselho: se você se identifica como uma pessoa passivo-agressiva, saiba que a pessoa à sua frente não tem como saber o que há de errado, caso você não fale. Permita-se ser ajudado e deixe o ambiente livre para as verdades surgirem. 

Afinal, a comunicação clara e honesta é a chave para resolvermos mal-entendidos, confusões ou até evitar coisa pior, seja entre um casal, ou em qualquer outra relação.

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Por Clara Molter | Colaboradora
Jornalista curiosa que gosta de ouvir e de contar boas histórias. Ama astrologia e pautas esotéricas, é antenada no universo do entretenimento, celebridades, e tendências do mundo da moda e da beleza.
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