Tanto nos relacionamentos da vida real, como naqueles retratados pela teledramaturgia, existem indivíduos com diversos comportamentos e formas de comunicação distintas.
Dentre elas, é possível destacar os estilos passivo, agressivo, passivo-agressivo e assertivo, como salientou a psicóloga Mamen Jiménez.
Em um cenário ideal, todos os seres humanos deveriam ser capazes de se comunicar assertivamente em todos os âmbitos da vida, porém isso nem sempre acontece.
Lembra do relacionamento cheio de interesses entre Maria de Fátima (Bela Campos) e César (Cauã Reymond) em “Vale Tudo”?
Outro exemplo recorrente diz respeito à relação movida por tensões, traições e ironias, que existia entre Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício), em “Avenida Brasil”.
Dessa forma, compreendemos que um dos estilos mais complicados é o passivo-agressivo. Se o casal insistir, pode até levar o relacionamento às ruínas.
Geralmente, esse tipo de atitude passivo-agressiva refere-se a “um padrão de expressar sentimentos negativos indiretamente, em vez de abordá-los abertamente. Existe uma desconexão entre o que a pessoa mostra, e aquilo que ela faz”, ressaltou a Clínica Mayo.
Se você olhar em volta, na sua casa, ou nos relacionamentos dos seus amigos, quando alguém pergunta: “O que houve?”, e o outro logo responde “Nada”, ainda irritado, as coisas não parecem bacanas. Sentimentos de raiva ou irritação permeiam a situação, mas a pessoa não quer deixar claro.
Paralelamente, vale ressaltar que esse jeito de se comunicar é considerado uma forma de manipulação. Além disso, ela é capaz de causar constrangimentos, desconfortos, e até mesmo ressentimentos no outro. Isso pode até ser mais frequente em indivíduos que têm dificuldades em lidar com as emoções, segundo o especialista John Bowe.
Conforme explicou à CNBC, Bowe descobriu em seus estudos que pessoas com alta inteligência emocional, acabam lidando melhor com esse tipo de comportamento: elas usam apenas uma frase simples e muito certeira.
Para tentar resolver o caos, você deve agir justamente de uma forma contrária ao que percebe do indivíduo passivo-agressivo. Fale rápido e seja direto, sem ficar na defensiva. O ideal é encontrar um espaço privado para bater um papo.
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Além disso, observar a linguagem corporal é bem importante, pois queremos passar a imagem de que realmente nos importamos com o outro. Sendo assim, se parecermos irritados ou aborrecidos, vamos justamente transmitir o oposto.
O questionamento é tão importante como ouvir atentamente a resposta. Se quem foi interrogado estiver à vontade, vai contar a verdade e ter uma conversa franca. E, claro, se tivermos feito alguma coisa que chateou o outro, ainda que sem intenção, devemos nos desculpar.
Para o expert John, o pedido de desculpas verdadeiro não possui justificativas: “Deve se concentrar naquilo que fez de errado e nada mais”, contou. Logo, o seu ouvinte precisa sentir que foi compreendido, e não o contrário.
Neste caso, desejamos apenas ser sinceros e deixar um ambiente seguro e saudável para que o diálogo verídico ocorra. Além disso, precisa entender que dar espaço ao outro é fundamental:
“Se você não quiser falar disso agora, podemos continuar a conversa depois, e aí poderá me falar o que está acontecendo e como resolver”, sugeriu o especialista.
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E, para finalizar, aqui vai um conselho: se você se identifica como uma pessoa passivo-agressiva, saiba que a pessoa à sua frente não tem como saber o que há de errado, caso você não fale. Permita-se ser ajudado e deixe o ambiente livre para as verdades surgirem.
Afinal, a comunicação clara e honesta é a chave para resolvermos mal-entendidos, confusões ou até evitar coisa pior, seja entre um casal, ou em qualquer outra relação.